Album de fotos da 7ª Turma de Monitores / Educadores da EIDC A sociedade da Informação trouxe inúmeros impactos de ordem sócio-econômico-cultural, onde o conhecimento e a aprendizagem se transformaram em riqueza, muitas vezes mais valiosa que o dinheiro. Nesse sentido, o processo de exclusão social, que tem se agravado ao longo das últimas décadas, será ainda maior se não houver políticas públicas e ações de combate ao aprofundamento das desigualdades sociais, que também são conseqüência das novas tecnologias.
Pesquisas realizadas através do Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais – INEP refletem a deficiência do currículo escolar e não a capacidade de aprendizagem dos alunos, principalmente pelo fato de estarem excluídos digitalmente. Os resultados confirmam a precariedade das escolas e da qualidade do ensino que vem sendo oferecido aos alunos de classes sociais menos favorecidas. Apesar da LDB, em vigor desde 1996, já preconizar a necessidade da “alfabetização digital” em todos os níveis de ensino, o censo escolar revela que, em 1999, apenas 3,5% das escolas de ensino básico tinham acesso ao computador e cerca de 64 mil escolas do país não possuíam, sequer, energia elétrica. Nos últimos cinco anos, esse quadro tem mudado, com as iniciativas do governo, em seus três níveis, e por parte, principalmente, do segmento privado. Contudo, a exclusão digital nas escolas brasileiras ainda é muito grande.
Os equipamentos que já existem em algumas escolas, têm sua utilização ainda pouco freqüente, constituindo-se apenas numa atividade isolada, incluída na rotina do aluno. Os laboratórios ainda são abertos em pequenos espaços de tempo ao longo do dia, como as bibliotecas, por exemplo. [1] Carlos Seabra é Cooordenador Científico do Centro de Inclusão Digital e Educação Comunitária da Escola do Futuro/ USP, escola de referência no Brasil. | Falar em inclusão digital nas escolas não significa apenas instalar equipamentos. É preciso preparar professores e toda a comunidade educacional, na perspectiva de se quebrar as barreiras existentes e todos se apropriarem do uso dessa poderosa ferramenta como apoio as suas atividades de rotina. A situação da exclusão social no Brasil e os resultados positivos de projetos de inclusão digital já vivenciados em diversos estados do país mostram a importância da socialização do conhecimento como forma de minimizar os problemas sociais. Porém, essa iniciativa precisa ser disponibilizada para um maior número de pessoas. A chamada inclusão digital, considerada por alguns, luxo desnecessário, é um fator que está a merecer maiores atenções das autoridades. O computador é hoje ferramenta essencial em quase todos os setores de atividades escolares e profissionais. Torná-lo acessível às camadas de baixa renda é um desafio que deve ser encarado pelos homens públicos com toda a seriedade que o assunto merece. Do contrário, o Brasil jamais será um país digno, enquanto milhões de pessoas continuarem à margem dos avanços tecnológicos e educacionais. Segundo Carlos Seabra[1]: “o computador é o veículo de transporte de mente e um instrumento essencial de trabalho, não podemos preparar as novas gerações para um mundo de subalternidade, tanto do ponto de vista individual quanto na perspectiva da Nação [...] é necessário frisar que a Inclusão Digital não é apenas ensinar a utilização da tecnologia ou disponibilizar o acesso à rede é preciso haver um trabalho de identificar as demandas informacionais [...] A produção de conteúdos deve ser vista como uma estratégia importante no processo de inclusão, somando-se [...] integração com políticas públicas e ações de responsabilidade social”. Compreendemos que a tecnologia pode se configurar no agravamento dos conflitos existentes, ou pode transformar-se em uma ferramenta poderosa no processo de democratização do saber. Diante dessa premissa, surge a necessidade de se desenvolver e implementar o projeto de um ESCOLA DE INCLUSÃO DIGITAL E DE CIDADANIA – EIDC. Para maiores esclarecimentos ligue: (084) 3232-3732 - Denilton ou Conceição ou escreva: den@denilton.org |
